Eu, vocês e minha escrita

Escrever é um ato de exorcismo. É compartilhar sentimentos. Confidenciar loucuras. Se expor completamente como se estivesse pelada no meio da rua. E pior, gostando. Escrever é descobrir-se. É inventar personagens. Viajar nas palavras ou até mesmo dançar com elas. É enxergar um novo ângulo. Uma maneira diferente de encarar a vida. Um adorável vício que não fazemos questão nenhuma de descobrir a cura.

Escrevo simplesmente porque amo escrever. O problema é que não existe um meio termo para a minha escrita. Ela é sempre muito carregada de verdades e nem todo mundo está preparado para ler. As pessoas adoram ou detestam. Chego a desconfiar que existam bonequinhas de vudu com o meu rosto por aí.

Escrever requer habilidade com as palavras onde o escritor deve ter consciência das consequências do que foi escrito.  As pessoas podem interpretar de maneira equivocada e isso pode ser muito perigoso. Fui mal interpretada tantas vezes que já estou acostumada com as críticas. Isso faz com que se aprimore a escrita com o tempo.

Quando escrevemos sobre sentimentos, fica mais fácil agradar, pois as pessoas identificam-se com mais facilidade. Quando emitimos uma opinião sobre determinado assunto já é mais complicado, pois possuímos pontos de vista completamente diferentes e provocamos reações diversas. Além disso, mudamos constantemente de ideia à medida que vivenciamos os acontecimentos da vida. Hoje eu posso ser rio, amanhã fundir ao mar e depois virar chuva. Somos seres pensantes em constante evolução. A Renata que olhou pra mim no espelho hoje de manhã já não é mais a mesma de dois anos atrás. Imaginem como é agradar todas as pessoas que estão lendo uma opinião de um determinado momento. Impossível. 

Quem escreve não é o dono da verdade, a gente levanta assuntos para serem refletidos. Alguns vão gostar, outros não. De qualquer forma, estarei com vocês semanalmente, escrevendo sobre o cotidiano. Aquilo que acontece todos os dias enquanto vivemos. Posso garantir que vocês terão a oportunidade de estar com várias mulheres numa só, que viveu as mais diversas experiências e utiliza isso como fonte de análise para rir de si mesma e divertir os outros. E digo mais, aceito pedidos de abordagem de qualquer assunto. Isso costuma ser bem divertido, principalmente com quem pensa que não sou capaz de responder absurdos. 

Falarei abertamente sobre todo e qualquer tipo de assunto sem me importar com tabus. Aliás, preparem-se, pois sou meio “Pagú indignada no Palanque”.   Isso choca às vezes, mas no fundo no fundo, bem lá no fundo ali no cantinho à direita, sou uma pessoa do bem. É que cada um tem a Renata que merece e às vezes isso não é muito simpático.

Sou aquela que adora observar cada detalhe do cotidiano com uma boa pitada de humor. Crianças, família, mulheres, lutas, buscas, moralismo barato, divórcios, casamentos, encontros, desencontros, amor, tudo é motivo para um bom texto. Espero que gostem de ficar online comigo no caçapavaonline, a nova mania dos caçapavanos.

Um abraço bem cinchado daqueles quebra-costela pra todos vocês e até a próxima! 

Renata Miranda
Administradora de Empresas com MBA em Gestão de Pessoas
Master Head Trainer Coach
Escritora e Palestrante
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