O que te move?
Muitas vezes devemos refazer o trajeto mudando o foco para novos objetivos, movidos por outros sonhos que se tornam possíveis no decorrer da vida

Nossa vida é uma sequência de ciclos.  Fases específicas que de alguma forma nos impulsionam para frente, proporcionando novas experiências. Nem sempre obtemos os resultados esperados dentro do que planejamos e muitas vezes devemos refazer o trajeto mudando o foco para novos objetivos, movidos por outros sonhos que se tornam possíveis no decorrer da vida.

Isso nos faz pensar que para que haja felicidade é necessário focar em si mesmo e esquecer os objetivos dos outros. Mesmo porque as oportunidades que a vida proporciona são diferentes para cada pessoa. Além disso, cada indivíduo tem uma percepção distinta das coisas e o que pode parecer loucura para uns, como viajar o mundo todo com uma mochila nas costas, para outros é um sonho de consumo. Não importa. O que importa é olhar para si e perceber o que te move através da sua capacidade de avaliar o quanto cada escolha pode impactar na sua sensação de realização pessoal.

Somos movidos pelo amor, onde fazemos planos, trocamos de cidade, de cor de cabelo, de maneira de agir. Somos movidos pelos desafios, pelo novo, pelas escolhas, pela busca constante da sensação de felicidade. Somos movidos pela paixão, pela sensação de paz que aquieta o coração e orienta os pensamentos, de modo que nossas atitudes sejam modificadas a cada dia. Algumas vezes, somos movidos pela necessidade, que nos coloca em situações de risco para que a saída da inércia seja forçada. Há quem seja movido pelo ódio, pela vingança, pela inveja e amargura.

Na correria do dia-a-dia muitas vezes não paramos para pensar em longo prazo e no quanto as atitudes de agora refletirão lá na frente de maneira significativa. É importante pensar sobre isso, libertando-se de velhas crenças.  Aceitar os ciclos que terminam. Não podemos ficar presos querendo manter algo que acabou. É inútil e só gera sofrimento. Precisamos descobrir novas fases com uma nova percepção, aprendendo com os erros e acertos do ciclo que findou, para que possamos chegar ao final de nossas vidas, satisfeitos com nossas escolhas, cheios de boas histórias para contar, concluindo que nossa maior motivação foi o sentimento de amor. Como diria Pablo Neruda: “Se nada nos salva da morte, que pelo menos o amor nos salve da vida”. 

Renata Miranda
Administradora de Empresas com MBA em Gestão de Pessoas
Master Head Trainer Coach
Escritora e Palestrante
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