Dividir a vida

Semana do dia dos namorados e não poderia deixar de falar na melhor sensação do mundo, o amor. Aquilo que vem para somar e em meio a devaneios aritméticos onde um está lá e o outro cá, junta-se as partes e teremos dois. Sendo assim, podemos dividir a vida em sensações únicas.

Atribuímos a uma determinada pessoa qualidades que nem sabemos se ela tem. Às vezes pode ocorrer do outro corresponder e até ir além das expectativas. Você encontra em algum momento de sua existência quem te completa, sacia, compreende, coloca no colo e te faz dormir com as estrelas.

Pouco a pouco, o mundo que os rodeia se apaga. Estão diante um do outro como se fossem as únicas pessoas do universo. Surge uma energia que movimenta a vida. Mas algo mais vai se apagar se não causarmos novas sensações na sequência dos acontecimentos. Se não tiver olho no olho. A concretização dos sentimentos. Os olhos são as janelas da alma. Um dos momentos mais deliciosos da vida é quando os olhos se entendem.

Pimenta emocional. Carinho. Diversão.  Revelar-se aos poucos. A intimidade vai surgindo pela semelhança de interesses, cumplicidade e companheirismo. Então sentimos vontade de compartilhar alegrias, medos e tristezas.

Quando passamos numa estrada muito bonita com um lindo pôr do sol, a cena magnífica não terá o mesmo impacto se ao nosso lado não estiver a pessoa amada. É nisso que acredito. Que a vida só tem graça quando podemos compartilhar momentos com quem amamos.

A mesma carne, corpos distintos. A capacidade de dar e receber amor. De permitir-se viver isso, livre de culpas e barreiras mentais. Na adolescência sentimos medo de não sermos correspondidos, depois descobrimos que podemos bem mais do que pensávamos e então escolhemos quem realmente vale à pena. Afinal, mais importante do que amar quem quer que seja, é amar a si mesmo.

O amor é como uma onda que avança e recua sem medo de recomeçar. Para curar uma dor de amor, nada melhor do que outro amor novinho em folha.  Estamos sempre dispostos a amar se soubermos esvaziar o coração com sentimentos inúteis, que ocupam um espaço precioso que deveria estar preenchido por quem é digno de ser amado.

O amor deriva da admiração. Ao admirarmos uma pessoa, nutrimos por ela um carinho constante. Ela é amada até se bocejar distraída. Mas esse amor vai até onde essa admiração termina. E é só por isso que temos que buscar conquistar esse sentimento todos os dias, para que eventuais desgastes do cotidiano sejam infinitamente pequenos diante da admiração de nossas maiores e melhores características.

 

Renata Miranda
Administradora de Empresas com MBA em Gestão de Pessoas
Master Head Trainer Coach
Escritora e Palestrante
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