O que me falta

O bom da vida é estar eternamente insatisfeito em constante movimento em busca de algo novo simplesmente para sentir-se vivo. Não no sentindo de estar com os olhos abertos e vivendo um dia de cada vez, mas por sentir o coração pulsando, os olhos brilhando e entusiasmo de viver.

Você já passou por uma fase onde repentinamente sente uma espécie de depressão instantânea? Uma tristeza profunda sem motivo algum que te abate e te deixa mal às duas horas da tarde de uma terça-feira. Então você se dá conta que algumas coisas te fazem ficar assim e começa a refletir sobre elas e suas atitudes. Decide mudar sem saber por onde começar. Reflete que deve ser mais calado, menos impulsivo, mais reservado, menos possessivo. Muda o trajeto da casa para o trabalho, dorme mais cedo para ter disposição, descobre o prazer enorme que é viajar por lugares diferentes descobrindo uma nova maneira de encarar a vida.  

Mas enquanto você pensa que deve mudar, a tristeza estranha continua lá, bem abancada no meio do peito tão inerte quanto a sua atitude. Mas o que ela está tentando dizer? Até que ponto devemos permitir isso? Ela irá durar até o momento que você decidir reagir. Tirar antigos projetos da cabeça e apertar a tecla “enter” do cérebro para começar a realizá-los. Mudar a cor das paredes da casa, os móveis de lugar, a sua maneira de sentar por ali. Ninguém te impede de experimentar outras cadeiras na sala, mas você acostumou com uma determinada cadeira e acaba sempre no mesmo lugar.

Assim que normalmente agimos. Como se estivéssemos no piloto automático fazendo coisas aleatórias e rotineiras sem perceber. Estar feliz não significa estar de acordo com tudo que acontece. Eu por exemplo, sempre procurei estar disposta a ser surpreendida. Quero saber o que existe por trás de um bom emprego, uma vida tranquila numa cidade do interior em meio a viagens em família tirando fotos lindas de porta-retrato. Filhos saudáveis que me dão alegria, marido, cachorro e meus amigos que me dão verdadeiros motivos para querer viver muito. Mas existe algo mais por trás disso tudo. Eu só quero ter acesso. Reinventar, essa é a palavra. 

Renata Miranda
Administradora de Empresas com MBA em Gestão de Pessoas
Master Head Trainer Coach
Escritora e Palestrante
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